Passarela de Pedestres em Amsterdã - Projeto de Infraestrutura Urbana por Terazaki Arquitetos Associados

Projeto da Passarela de Pedestres em Amsterdã

praça-parque
jardim horizonte azul

comunidade e paisagem

Conceito Arquitetônico do Projeto da Passarela de Pedestres em Amsterdã

A implantação justifica‑se pela necessidade de qualificação urbana e ambiental de uma área densamente ocupada, localizada em zona ambientalmente frágil e estratégica, com acesso direto à Represa do Guarapiranga, importante manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.

A área apresenta histórico de pressão por ocupações irregulares, agravadas pela carência de infraestrutura urbana e de saneamento básico, situação que contribui para a degradação ambiental, comprometimento da qualidade da água e redução das condições de bem‑estar da população local. Nesse contexto, a criação de um espaço público estruturado configura‑se como instrumento fundamental de ordenamento territorial, proteção ambiental e inclusão social.

Interesse público e relevância urbana
O projeto atende ao interesse público ao transformar uma área subutilizada e vulnerável em praça de uso coletivo, promovendo o acesso democrático ao lazer, à cultura, à atividade física e ao contato com a natureza. A intervenção qualifica o espaço urbano, amplia a oferta de área de lazer em região carente desse equipamento e contribui para o sentimento de pertencimento comunitário.

Além disso, o projeto atua como medida preventiva contra novas ocupações irregulares, ao estabelecer uso público permanente e acessível, associado à presença de infraestrutura adequada e gestão do espaço.

Localização e entorno imediato

Diretrizes de projeto de uma infraestrutura urbana

Implantação e condicionantes ambientais
A área de intervenção possui aproximadamente 10.000 m², situando‑se às margens da represa. O projeto foi desenvolvido considerando as condicionantes naturais do terreno, caracterizado por declividade acentuada e pelas variações sazonais do nível da água.

Essas condições exigem soluções técnicas compatíveis com a dinâmica ambiental, evitando processos erosivos, impermeabilização excessiva e impactos negativos sobre o corpo hídrico, ao mesmo tempo em que possibilitam o uso público seguro e qualificado.

Diretrizes Urbanísticas e Paisagísticas
A proposta fundamenta‑se na integração entre ambiente natural e uso social, priorizando a preservação e recuperação do bioma local. O projeto prevê a regeneração florestal por meio do plantio de espécies nativas, contribuindo para a recomposição da vegetação e para a melhoria do microclima.

O desenho ainda organiza áreas ajardinadas, passarelas‑mirante e espaços de permanência com caráter contemplativo, explorando as visuais voltadas para a represa e seu entorno verde, reforçando a relação da população com a paisagem natural.

Esses elementos ampliam o uso recreativo da área de forma ordenada, promovendo a apropriação responsável do manancial e fortalecendo a consciência ambiental da população.

Programa Funcional e Justificativa dos Usos
O programa foi definido de modo a atender diferentes faixas etárias e perfis de usuários, promovendo uso contínuo e diversificado do espaço. Estão previstos:

  • Arena multiuso, destinada a atividades culturais, esportivas e comunitárias;
  • Playground infantil;
  • Academia ao ar livre e academia da terceira idade;
  • Área com churrasqueira e espaço para piqueniques;
  • Rampa náutica e píer.

A diversidade de usos favorece a convivência comunitária, a apropriação cotidiana do espaço e o fortalecimento dos vínculos sociais, garantindo acessibilidade universal e inclusão de pessoas com diferentes níveis de mobilidade.

Organização dos Ambientes e Funcionalidade - Transposição e Acessibilidade

Razões Técnicas e Mobilidade Sustentável

Sustentabilidade e Drenagem Urbana
A proposta adota soluções de drenagem sustentável, como pavimentos drenantes e jardins filtrantes, responsáveis pela coleta e tratamento da poluição difusa proveniente da drenagem urbana.

Essas estratégias contribuem para a redução do escoamento superficial, melhoria da qualidade da água e mitigação de impactos ambientais, alinhando o projeto às diretrizes contemporâneas de infraestrutura verde.

Diante do cenário de crise climática e hídrica, a implantação da Praça Jardim Horizonte Azul configura-se como intervenção de infraestrutura verde com função de resiliência hídrica e urbana, conservação ambiental e promoção do bem‑estar coletivo. O projeto consolida-se como instrumento de proteção dos mananciais, qualificação do espaço público e equilíbrio entre cidade e natureza.

Ficha Técnica do Projeto de Arquitetura da Passarela de Pedestres em Amsterdã

ficha técnica

localização: Itapecerica da Serra, SP – Brasil
tipo de construção: urbanismo
cliente/organização: SVMA
início do projeto: 2025
status: não construído, projeto básico

equipe
autores: Márcia Terazaki, Wagner Rebehy
colaboradores: Murilo Romeu, Vito Macchione